Grupo de Teatro do NEA completou 30 anos

No dia 6 de março, o Grupo de Teatro do NEA completou 30 anos de criação. Surgiu antes mesmo da fundação do NEA, em decorrência do trabalho de jovens espíritas que desde o ano de 1983 produziam peças de teatro para a Confraternização de Jovens Espíritas de Santa Catarina (Conjesc).

Em 6 de março de 1988, sete pessoas (Maurício Soares, Rosa Maria Blota Marques, Edson Vieira, Selma Terezinha Adão, Rogério Felisbino da Silva, Francis Rita Beltrame e Antônio Joaquim da Silva) reuniram-se para iniciar os ensaios da peça “Evolução para o Terceiro Milênio”, que havia sido apresentada na Conjesc de 1987. O objetivo era não apenas atender a um convite do movimento espírita de Blumenau, para apresentação da peça naquela cidade, como também formar um grupo para produção de peças espíritas ao público em geral e não apenas para o movimento espírita. Esse grupo de teatro nem chegou a ter nome próprio e passou a funcionar aos domingos, às 14 horas, no Centro Espírita Allan Kardec (SERTE do Centro). Dois meses depois, em 13 de maio de 1988, ele fundiu-se com o grupo de música chamado “Coro” (criado em julho de 1987) e, da fusão, surgiu oficialmente a instituição Núcleo Espírita de Artes.

Ao longo desses 30 anos, o Grupo de Teatro do NEA produziu 25 peças, que foram apresentadas 310 vezes (contabilização referente apenas a apresentações teatrais, não sendo consideradas apresentações musicais e de palestras artísticas do NEA).

A maior parte das apresentações ocorreram em Santa Catarina (284), mas os Estados do Ceará (9 vezes), Rio Grande do Sul (8), Paraná (4), São Paulo (2), Distrito Federal (1), Mato Grosso (1) e Rio de Janeiro (1) também assistiram às peças do NEA.

O Grupo de Teatro apresentou suas peças em 22 cidades de nosso Estado, além de seis cidades gaúchas, quatro cearenses, duas paulistas, e ainda em Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro e Cuiabá, totalizando 38 cidades. As que tiveram mais apresentações do Grupo de Teatro foram: Florianópolis (com 176 apresentações), São José (48), Palhoça (19), Biguaçu, Tubarão e Fortaleza (estas últimas com seis apresentações).

Das 25 peças montadas pelo NEA, 22 foram escritas por integrantes do próprio grupo e apenas três foram montagens ou adaptações de outros autores. Os dramaturgos neanos são em número de dez: Maurício Soares, Cinara Ventura, Júlio César Pacheco, Eleana Costa, Mário Müller, Rogério Silva, Percival Flores, Dayse Luci, Ana Luíza da Luz e Carlos Eduardo da Silva.

“A incrível história da mediunidade” foi a peça mais apresentada: 65 vezes. Na sequência aparecem “Circo Alegria” (29 vezes), “Ontem, uma lembrança...” (24), “Viva a Vida!” (21) e “Libertação” (20).

Os locais onde o Grupo de Teatro do NEA mais apresentou foram: Teatro Adolfo Melo (31 vezes), Teatro da SEEDE – desconsiderando o centro espírita (22), Teatro Álvaro de Carvalho (21) e Teatro da UFSC (15 vezes).

Entre os centros espíritas, os que tiveram o maior número de apresentações de peças teatrais do NEA são: Associação Espírita Fé e Caridade (14 vezes), Centro Espírita Seara dos Pobres e Centro Espírita Bezerra de Menezes, de Palhoça (8 vezes em cada um), Centro Espirita Médico dos Pobres, da SEEDE (6 vezes) e Centro Espirita Fé, Esperança e Caridade de Jesus e Casa Espírita Joana Lima (5 vezes cada um).

Registre-se por fim que várias peças do NEA foram montadas por grupos espíritas de teatro do Brasil e até exterior. “O Mistério da Mansão Winston” encabeça essa lista, sendo montada pelos grupos Integrarte (Curitiba), Luminus (Vila Velha, ES), Kardume (Americana, SP), Humberto Cavalcante (Rio de Janeiro), pelo Grupo de Teatro da Federação Espírita de São Paulo e por uma equipe de evangelizadores espíritas de Cascavel (PR). “Circo Alegria”, “Triângulo”, “Imortalidade” e “A incrível história da Mediunidade”, por sua vez, também foram montadas por grupos de Criciúma, São Sebastião do Paraíso/MG, Paranavaí/PR, São Joaquim da Barra/SP, Americana/SP, Curitiba/PR, Cuiabá/MT, Rondonópolis/MT, Cáceres/MT, Vitória/ES, Vila Velha/ES, Cascavel/PR e Franca/SP. E “Circo Alegria” e “O marceneiro e as ferramentas” romperam fronteiras e foram montadas por grupos de Portugal e Japão.